O recente escândalo envolvendo o Banco Master levanta preocupações sobre os impactos financeiros para servidores públicos, especialmente nos estados do Rio de Janeiro e Amapá. Durante a análise realizada no programa No Bastidores, o analista de Economia Fernando Nakagawa destacou as possíveis repercussões desse rombo, que não devem ser vistas de imediato.
No caso do Rio de Janeiro, o Rioprevidência, responsável pela previdência dos servidores estaduais, havia investido mais de R$ 3 bilhões em ativos do Banco Master. Nakagawa enfatizou que esse investimento se tornou ineficaz, pois os valores alocados não estão mais disponíveis. "Esse investimento virou pó. Não existe mais essa grana, ela sumiu", afirmou o analista.
Para o estado do Amapá, dados recentes indicam que a Amprev, fundo de previdência local, tinha alocado R$ 426 milhões no Banco Master. Este montante representa cerca de 5% do total do patrimônio do fundo, configurando uma exposição significativa a um banco de menor porte em comparação a instituições maiores.
Embora os servidores ativos e aposentados não enfrentem um impacto direto e imediato, Nakagawa alertou que, com o tempo, os efeitos do rombo se farão sentir. "Ao invés de receber X lá no futuro, as pessoas vão receber X menos alguma coisa, que é o prejuízo sofrido atualmente", explicou.
O analista também comparou as alocações da Amprev, que investiu mais no Banco Master do que em bancos renomados como Itaú Unibanco, Bradesco, Santander e BTG Pactual. Isso evidencia a confiança depositada em uma instituição de menor porte, que apresenta riscos maiores em relação às grandes instituições financeiras.
Além disso, Nakagawa destacou que as operações realizadas não têm a proteção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que protege investidores em casos de falência bancária. "Nesse caso, é prejuízo mesmo", concluiu o analista, deixando claro que a situação requer atenção e pode gerar consequências graves para a previdência dos servidores nos estados afetados.




