A Câmara Municipal de IVINHEMA emitiu uma Nota de REPÚDIO em resposta ao aumento significativo na taxa de contribuição para cônjuges dependentes da Caixa de Assistência dos Servidores do Estado de Mato Grosso do Sul (CASSEMS). O reajuste, que eleva o valor de R$ 35 para R$ 450, representa uma elevação de aproximadamente 1.185%, o que é considerado pelos vereadores como desproporcional e injusto.
O impacto desse aumento é percebido diretamente no orçamento familiar dos servidores, especialmente considerando que muitos deles têm salários na faixa de R$ 1.600. O desconto de R$ 450 em um salário já limitado pode comprometer a saúde financeira das famílias, levando à busca por planos de saúde alternativos e à insatisfação com a CASSEMS.
Os vereadores criticaram a falta de diálogo e transparência na decisão, que foi tomada sem consultar os servidores. A administração da CASSEMS justificou o aumento como uma medida necessária para o equilíbrio financeiro, mas os parlamentares argumentam que isso não deve ocorrer à custa do bem-estar dos servidores e seus dependentes.
Em sua fala, o vereador Marcio Alves ressaltou a indignação do Legislativo, afirmando que a decisão prejudica muitos trabalhadores, que agora podem optar por deixar o plano de saúde. "Essa Nota de REPÚDIO é para mostrarmos que o nosso Legislativo está indignado com este aumento abusivo, com essa taxa que subiu 1.185%. Isso é um absurdo", afirmou.
A vereadora Ivonete Mendonça também se manifestou, enfatizando a importância da união das câmaras municipais em torno da questão. Ela destacou que a decisão unificada de aumentar a taxa prejudica ainda mais aqueles que já enfrentam dificuldades financeiras. "Não pode uma pessoa tomar esse tipo de decisão, prejudicando muita gente, e nada ser feito", declarou.
Outro ponto levantado foi a possibilidade de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a situação. A vereadora Denir expressou seu apoio à Nota de REPÚDIO e enfatizou que, se um aumento fosse necessário, ele deveria ser proporcional aos salários dos servidores, evitando assim penalizar os que já ganham menos.




