Na última quinta-feira (14), cinco italianos faleceram durante um mergulho Nas Maldivas, um incidente que as autoridades locais classificam como o mais grave na história do arquipélago. O grupo, que incluía mergulhadores com certa experiência, desceu a aproximadamente 50 metros de profundidade no atol Vaavu, um nível que excede quase o dobro do limite recreativo permitido, fixado em 30 metros.
As mortes dos mergulhadores foram confirmadas tanto pelo governo das Maldivas quanto pelo da Itália. Dois dias após a tragédia, um sargento da Marinha das Maldivas, que participava das operações de resgate, também morreu após passar mal durante os mergulhos. Uma investigação foi aberta para apurar as circunstâncias que levaram ao incidente.
Os italianos mergulharam no canal Devana Kandu, uma área popular para mergulho, localizada próximo à ilha de Alimathaa, a cerca de 100 quilômetros ao sul de Malé, capital do país. De acordo com o Ministério das Relações Exteriores da Itália, o grupo havia saído do liveaboard MV Duke of York, uma embarcação utilizada para expedições de mergulho, e se aventurou em um sistema de cavernas submersas com três grandes câmaras interligadas por passagens estreitas.
Ao atingirem a profundidade de 50 metros, os mergulhadores ultrapassaram não apenas o limite permitido, mas também os padrões internacionais que consideram mergulhos abaixo de 40 metros como técnicos, exigindo treinamentos e equipamentos específicos. A operadora do MV Duke of York informou que a autorização necessária para mergulhos além de 30 metros não foi solicitada.
Até o momento, apenas um corpo foi recuperado no mesmo dia do desaparecimento, a cerca de 60 metros de profundidade, próximo à entrada da caverna. As buscas foram suspensas após a morte do sargento, levando as Maldivas a solicitar auxílio internacional para a recuperação dos corpos restantes. Três mergulhadores finlandeses chegaram ao arquipélago no domingo (17) para ajudar nas operações. Essa equipe, recomendada pela Itália, possui experiência em mergulhos profundos e em cavernas.
O Ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, declarou que todas as medidas possíveis serão adotadas para garantir a repatriação dos corpos dos mergulhadores italianos. A investigação em curso busca esclarecer as razões que levaram o grupo a ultrapassar os limites de segurança estabelecidos para os mergulhos Nas Maldivas. O caso continua a gerar preocupações sobre a segurança nas atividades de mergulho na região, especialmente em locais de grande profundidade e complexidade como o atol Vaavu.




