No dia 17 de setembro de 2023, diversas cidades brasileiras realizaram atividades para aumentar a conscientização sobre a fibromialgia e exigir políticas públicas que garantam tratamento adequado no Sistema Único de Saúde (SUS). Em Brasília, as ações ocorreram no Parque da Cidade e incluíram sessões de acupuntura, liberação miofascial, orientações em fisioterapia, suporte psicológico e debates sobre a síndrome.
A fibromialgia é uma condição crônica que se manifesta por meio de dores musculares e articulares em várias partes do corpo, frequentemente associada a sintomas como fadiga intensa, distúrbios do sono, dificuldades de concentração e alterações de humor. Embora não cause inflamações visíveis ou deformações, a síndrome impacta profundamente a qualidade de vida dos pacientes, tornando desafiadoras tanto as atividades do cotidiano quanto o desenvolvimento profissional.
Ana Dantas, servidora pública e uma das organizadoras do evento, enfatiza a importância da mobilização para dar visibilidade à fibromialgia e reivindicar os direitos dos que enfrentam essa condição. Ela destaca que, embora a doença não seja visível, sua presença é real e impactante na vida dos pacientes.
Nos últimos anos, o reconhecimento do Estado em relação à fibromialgia aumentou No Brasil, especialmente após a promulgação de uma lei federal em 2023 que estabelece diretrizes para o atendimento no SUS. A legislação inclui a oferta de um atendimento multidisciplinar, a promoção de informações sobre a síndrome e a capacitação de profissionais de saúde. No entanto, o acesso a diagnósticos e tratamentos especializados ainda é limitado dentro do sistema.
A nova legislação também garante que pessoas com fibromialgia tenham direitos semelhantes aos de Pessoas com Deficiência (PcD), embora isso dependa da aprovação em uma avaliação biopsicossocial. Além disso, permite que esses pacientes acessem benefícios como auxílio por incapacidade temporária, aposentadoria por invalidez e o Benefício de Prestação Continuada (BPC).
Mariana Avelar, psicóloga envolvida no trabalho com pacientes de fibromialgia, ressalta a importância da psicoeducação, que ajuda os indivíduos a entenderem melhor sua condição e a lidarem com as limitações impostas pela doença. Essa abordagem é especialmente relevante para mulheres, que muitas vezes enfrentam desafios relacionados à autoestima devido às limitações que a fibromialgia impõe.




