O Departamento de Justiça dos Estados Unidos apresentou nesta quarta-feira (29) acusações contra Rubén Rocha Moya, governador do estado de Sinaloa e filiado ao partido de esquerda Morena, o mesmo da presidente Claudia Sheinbaum. Rocha Moya é acusado de estar envolvido com o narcotráfico e as autoridades norte-americanas solicitaram sua extradição. De acordo com as informações, o governador teria colaborado com o Cartel de Sinaloa para facilitar o tráfico de drogas para os EUA.
Além de Rocha Moya, a denúncia abrange dez outros atuais e ex-integrantes do governo e das forças de segurança de Sinaloa, todos suspeitos de envolvimento com a mesma organização criminosa, que foi classificada como terrorista pelos EUA no ano passado. As investigações indicam que os acusados teriam participado de uma extensa rede de corrupção que beneficiava o cartel, oferecendo proteção institucional em troca de apoio político e pagamentos de propinas.
As acusações apontam que Rocha Moya mantinha contato direto com os “Chapitos”, filhos de Joaquín “El Chapo” Guzmán, e prometeu garantir ao cartel liberdade de ação dentro do estado. O documento também revela que o político teria recebido apoio do grupo criminoso durante sua campanha eleitoral. Essa relação levantou sérias preocupações sobre a influência do narcotráfico na política local.
As autoridades dos EUA alegam que alguns dos acusados participaram de ações violentas, como sequestros e assassinatos, para proteger os interesses do cartel. Em determinados casos, policiais teriam sido utilizados para realizar operações ilegais em favor da organização criminosa, segundo a denúncia.
Em resposta às acusações, Rocha Moya refutou as alegações, afirmando que não há fundamento nas acusações e que se tratam de um ataque político. O governo mexicano também questionou a validade das alegações. O Ministério das Relações Exteriores do México indicou que o pedido de extradição carece de provas suficientes e será analisado pelas autoridades judiciais do país antes de qualquer decisão ser tomada.




