Professores da Rede Municipal de Coxim, localizada a 253 quilômetros de Campo Grande, organizaram um protesto na última segunda-feira (24) em resposta à proposta de reajuste salarial de 2,89% apresentada pela prefeitura. A categoria expressou sua insatisfação, afirmando que o percentual é inadequado diante do Piso Salarial Nacional e das demandas acumuladas ao longo dos anos.
Mara Nubia, presidente do Simted (Sindicato Municipal dos Trabalhadores em Educação), destacou o descontentamento generalizado entre os educadores. Em assembleia geral, os profissionais decidiram que a proposta não atende às expectativas. Além do reajuste, a revisão do PCCR (Plano de Cargos e Carreira) é uma prioridade, uma vez que as propostas de alteração já foram apresentadas, mas permanecem sem resposta da administração municipal. "O concurso público não é realizado há 10 anos", ressaltou.
A dirigente também mencionou que mais de 70% dos docentes e funcionários administrativos são contratados, o que, segundo ela, impacta negativamente na valorização e estabilidade da categoria. "Professores contratados não têm carreira, estabilidade ou um salário digno", afirmou.
A categoria já participou de diversas reuniões com a gestão municipal, apresentando alternativas para o reajuste, mas até o momento não houve um consenso. "Houve várias reuniões e diálogos, mas nossas contrapropostas não foram aceitas", completou Mara Nubia.
Diante da falta de acordo, os professores estão avaliando medidas de mobilização, como um dia de paralisação, embora não tenha sido definido ainda a data. A presidente do sindicato enfatizou que, se o prefeito não convocar a categoria para discutir melhorias no percentual proposto, a paralisação se tornará uma realidade.
Em nota, o Simted destacou que a luta pela valorização dos profissionais da educação é histórica e está respaldada pelo PNE (Plano Nacional de Educação) 2014-2024, especialmente nas metas 17 e 18, que abordam a valorização do magistério e a estruturação de carreiras com base no Piso Salarial Nacional.




