O presidente da Argentina, Javier Milei, declarou nesta quinta-feira (23) que buscará se reeleger nas eleições presidenciais de 2027. Durante uma entrevista ao canal digital Neura, Milei afirmou: “Vou me candidatar. Não só vou terminar este mandato, como vou me candidatar a outro se acreditar que fiz bem as coisas. Depois, o povo decidirá.”
Desde sua posse na Casa Rosada em dezembro de 2023, Milei tem implementado uma série de medidas voltadas para a redução de gastos públicos e a promoção da abertura econômica. A economia argentina, que enfrentou uma inflação alarmante de 211,4% em 2023, viu uma queda significativa desse índice, que atingiu 32,6% em março, considerando o acumulado em 12 meses.
Um relatório recente do Banco Mundial, divulgado neste mês, indica que a Argentina pode experimentar um crescimento do PIB de 3,6% em 2026 e de 3,7% em 2027, após um aumento de 4,4% em 2025, que ocorreu após dois anos de retração econômica. No entanto, o presidente argentino atualmente enfrenta sua pior avaliação desde o início de seu governo.
Dados de uma pesquisa da CB Global Data mostram que Milei caiu da 11ª para a 14ª posição na lista de presidentes latino-americanos, com a aprovação de seu governo diminuindo de 42,3% para 36,2%. Essa queda na popularidade é atribuída ao aumento da inflação, que, embora ainda abaixo dos índices registrados na administração do ex-presidente Alberto Fernández (2019-2023), apresentou uma variação de 3,4% em março em comparação com fevereiro, o maior índice desde março de 2025.
Durante a entrevista, Milei defendeu sua política de ajuste fiscal, minimizando a importância da recente alta nos preços, e afirmou que “de agora em diante a inflação terá que voltar a diminuir.” Além disso, uma pesquisa realizada pela Consultora Delfos neste mês revelou que o presidente possui 29,6% das intenções de voto para 2027, em contraste com os 40,4% do peronista Axel Kicillof, atual governador da província de Buenos Aires.




