O premiê Pedro Sánchez busca consolidar a Espanha como ponte estratégica entre a União Europeia e a China. O movimento ocorre em meio ao distanciamento dos EUA e à assinatura de acordos comerciais em Pequim.
O primeiro-ministro Pedro Sánchez assume o papel de interlocutor privilegiado. Ele defende uma relação baseada na estabilidade e no diálogo, tentando convencer os vizinhos europeus de que a China é um parceiro confiável, ao contrário da atual imprevisibilidade dos Estados Unidos.
A relação está bastante desgastada. A Espanha foi o único país da Otan a votar contra o aumento de gastos militares exigido por Trump e SE recusou a ceder bases militares para operações contra o Irã.
A China já é o maior parceiro comercial da Espanha fora da Europa. Em 2025, o comércio entre eles superou os 55 bilhões de dólares. Além disso, empresas chinesas estão investindo pesado em infraestrutura e energia renovável na Espanha.
Esses investimentos são vistos pelo governo socialista como fundamentais para modernizar as fábricas espanholas e gerar novos empregos.
No entanto, o bloco europeu como um todo é mais cauteloso, classificando a China como uma 'rival sistêmica'. Existe uma preocupação real com o enorme prejuízo comercial da Europa em relação aos produtos chineses e com riscos de espionagem tecnológica em redes de internet 5G e 6G.




