O Comitê Olímpico Internacional (COI) divulgou nesta sexta-feira (17) que atletas trans poderão participar das Olimpíadas, mas somente na categoria correspondente ao seu sexo biológico. Essa decisão é resultado de uma nova política estabelecida em 26 de março, que restringe a categoria feminina a mulheres biologicamente femininas e que entrará em vigor a partir dos Jogos Olímpicos de Los Angeles de 2028.
Atletas transgêneros do sexo feminino que cumprirem os critérios de classificação esportiva poderão competir na categoria feminina, desde que não tenham utilizado testosterona ou outros andrógenos. Por outro lado, atletas transgêneros do sexo masculino que atenderem aos requisitos poderão participar da categoria masculina.
Para a definição do sexo biológico, o COI adotará a triagem do gene SRY, que é responsável por iniciar o desenvolvimento sexual masculino. Este teste será realizado uma única vez durante a carreira do atleta, utilizando um swab bucal, conhecido como cotonete, com uma precisão superior a 99% na identificação do sexo biológico.
A decisão do COI foi fundamentada em evidências científicas que demonstram que atletas biologicamente masculinos podem ter vantagens anatômicas e fisiológicas em esportes que dependem de força e resistência. Além disso, a nova política não terá efeito retroativo, significando que resultados anteriores de atletas que não atendem a esses novos critérios não serão alterados.
O COI também esclareceu que a triagem do gene SRY é legal na maioria dos países. Atletas de nações onde o teste não é permitido, como Noruega e França, poderão realizá-lo em outros países. Vale ressaltar que essa política SE aplica apenas a competições organizadas pelo COI, não afetando esportes recreativos ou amadores.




