Pais e alunos da zona rural de Campo Grande enfrentam novamente problemas com o transporte escolar na região. Estudantes da Escola Municipal Orlandina Oliveira Lima, na Colônia do Aguão, estão sem ir à aula desde terça-feira.
A situação SE arrasta há meses e já provocou outras interrupções. Segundo uma mãe, a paralisação do transporte é causada por atrasos no pagamento às empresas responsáveis pelo serviço. "Os motoristas estão com três meses de salário atrasado. Já teve paralisação antes e agora a empresa pediu para não rodar porque não tem combustível e a prefeitura não pagou", afirmou.
A dona de casa Tatiany Lesmo Bispo de Oliveira, de 31 anos, também relata prejuízos. "Não é falta de vontade do motorista, porque mesmo sem receber ele estava passando. Mas agora parou por falta de combustível. Acaba prejudicando as crianças, ainda mais porque era semana de prova", disse.
De acordo com ela, a escola precisou adiar as avaliações, mas o impacto no aprendizado permanece. "Prejudica porque perde conteúdo. E pelo que o motorista fala, ainda não tem previsão de voltar, porque a prefeitura não repassou o dinheiro para a empresa", disse.
O problema não atinge apenas uma linha. Há registros de suspensão em rotas atendidas por vans e ônibus escolares, afetando dezenas de estudantes de diferentes séries. A situação não é inédita. Em fevereiro deste ano, alunos do Assentamento Estrela, na zona rural da Capital, também ficaram sem transporte escolar, afetando mais de 50 estudantes.
O problema vem SE repetindo anualmente. Em 2025, trabalhadores do transporte rural paralisaram as atividades por falta de pagamento, o que levou a prefeitura a firmar 17 contratos emergenciais para a prestação do serviço.




