A invenção da anestesia é atribuída ao dentista norte-americano William Morton, que fez a primeira demonstração pública do uso do éter em cirurgias em outubro de 1846, em Boston. No entanto, foi o cirurgião inglês Robert Liston, conhecido por sua força bruta e velocidade, que desafiou a resistência ao uso desse composto volátil e inflamável. Liston era famoso por amputar membros em apenas 30 segundos, frequentemente segurando a faca entre os dentes durante os procedimentos.
Após a demonstração de Morton, Liston realizou o primeiro experimento com o éter em uma cirurgia na Universidade de Londres. Com a plateia cheia, um assistente pediu um voluntário, mas ninguém se apresentou. O porteiro do anfiteatro, Shelldrake, foi então escolhido, mas após inalar o éter, ele saiu correndo da mesa, xingando o cirurgião e os espectadores. Liston estabeleceu um novo recorde de 28 segundos para amputar uma perna.
Em uma cirurgia subsequente, Liston teve que amputar a perna de Frederick Churchill. Com medo de que o éter não funcionasse, dois assistentes estavam prontos para ajudar caso fosse necessário. Contudo, Churchill ficou inconsciente rapidamente, permitindo que Liston realizasse a amputação em 28 segundos, momento em que o paciente não se mexeu nem gritou.
Após a cirurgia, Churchill se perguntou quando a operação começaria, demonstrando o sucesso do uso da anestesia. Liston proclamou que o método dos ianques superava a hipnose, sinalizando o fim da era da agonia nas cirurgias.




