Menos de uma semana após a visita do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o líder chinês, Xi Jinping, encontrou-se nesta quarta-feira (20) com o presidente russo, Vladimir Putin, no Grande Salão do Povo, em Pequim. O encontro marca o início da visita oficial de Putin à China, um país considerado aliado estratégico.
Durante a reunião, Xi Jinping enfatizou a necessidade de fortalecer a "coordenação estratégica abrangente" entre China e Rússia, ao mesmo tempo em que criticou os Estados Unidos, atribuindo a eles a instabilidade geopolítica atual. O líder chinês mencionou que "a situação internacional é marcada por turbulência e transformação interligadas", referindo-se diretamente às ações de Trump.
Como resultado do encontro, Xi e Putin assinaram cerca de 20 documentos, que incluem acordos e memorandos de entendimento que visam fortalecer a cooperação entre os dois países. Entre os temas abordados estão a promoção de um "mundo multipolar", cooperação em ciência e tecnologia, questões energéticas, formação de profissionais e políticas antitruste.
Putin, em sua fala, destacou a intenção de expandir a colaboração bilateral e participar de fóruns internacionais, reforçando que as duas nações trabalham juntas para construir bases sólidas para um mundo multipolar.
Além das declarações de cooperação, os líderes criticaram o projeto Domo Dourado dos Estados Unidos, um sistema de defesa antimíssil desenvolvido sob a administração Trump. Na declaração conjunta, Pequim e Moscou expressaram preocupações sobre os impactos desse sistema na estabilidade estratégica global, afirmando que ele representa uma ameaça clara.
O projeto é visto como contraditório ao Tratado Novo Start, de 2010, que limita a quantidade de armas nucleares entre os EUA e a Rússia. Os dois líderes também condenaram ataques militares dos EUA e de Israel contra o Irã, argumentando que tais ações violam normas internacionais e desestabilizam o Oriente Médio.




