O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, manifestou sua aprovação à recente divulgação da encíclica Magnifica Humanitas, do Papa Leão XIV, a qual classificou como "profunda". Em uma entrevista concedida à NBC News no dia 26 de maio, Vance, que é católico, mencionou que, apesar de não ter lido o documento na íntegra, o que pôde observar lhe pareceu significativo e condizente com as expectativas de um líder da Igreja.
As declarações do vice-presidente ocorreram um dia após a publicação da encíclica, datada de 25 de maio. Vance abordou a relevância da moralidade, afirmando que, embora os princípios morais sejam constantes, a aplicação desses princípios deve evoluir em resposta às transformações do mundo. "O mundo muda, certo? Novas tecnologias e formas de guerra surgem, portanto, é necessário revisar a doutrina da 'guerra justa'", comentou.
Ele acrescentou que a forma como os seres humanos interagem também se altera, o que requer uma reavaliação da doutrina social católica à luz das novas realidades contemporâneas. Vance mostrou-se satisfeito com a iniciativa do Papa, destacando que esse tipo de reflexão é exatamente o que se espera de um líder religioso.
No entanto, Vance já havia expressado críticas anteriormente a Leão XIV, especialmente em relação à abordagem do Papa sobre a guerra no Irã. O vice-presidente argumentou que, embora seja positivo que o Papa trate de temas relevantes, em certas circunstâncias seria mais apropriado que o Vaticano se concentrasse em questões de moralidade e permitisse que o presidente dos Estados Unidos definisse a política pública nacional.
Apesar das críticas, Vance manifestou respeito e admiração pelo Papa, elogiando seu papel como defensor da paz. O escritório do vice-presidente não respondeu imediatamente a um pedido de esclarecimento sobre suas declarações em relação à encíclica e às críticas feitas ao Vaticano.




