O Uruguai se prepara para realizar, nesta sexta-feira (22), a primeira morte por eutanásia desde a aprovação da lei que legalizou essa prática. A legislação foi aprovada em outubro de 2025 e regulamentada pelo presidente Yamandú Orsi em abril deste ano.
A paciente, uma mulher de 69 anos, é diagnosticada com câncer de pâncreas, que se encontra em estado avançado com metástases pulmonares, renais e hepáticas. Atualmente, ela está recebendo cuidados paliativos. A realização do procedimento ocorreu após o cumprimento de todos os protocolos legais, incluindo a assinatura do consentimento da paciente, feita na última quarta-feira (20).
Com essa ação, o Uruguai se torna o terceiro país da América Latina a legalizar a eutanásia, seguindo os passos de Colômbia e Equador. A legalização da prática gerou debates intensos na sociedade uruguaia, especialmente entre grupos religiosos.
Durante a discussão da lei no Parlamento, a Conferência Episcopal Uruguaia (CEU) expressou preocupações sobre a nova legislação, afirmando que ela poderia "promover a cultura da morte". Os bispos criticaram a iniciativa, ressaltando que em um país com altas taxas de suicídio e desafios significativos na saúde mental, a lei poderia desvalorizar a vida humana, direcionando a sociedade a uma normalização da busca pela morte como solução para problemas que poderiam ser enfrentados de outras formas.




