Elas não nasceu em Mato Grosso do Sul, mas no coração já se tornou filha da Terra e decidiu usar sua arte para exaltar as belezas e costumes locais. Há mais de 3 anos, a artesã Samara Bertoche produz peças em cerâmica que carregam o DNA sul-mato-grossense e transformam símbolos do Estado em itens que vão da mesa ao chaveiro. Paulista de nascimento, Samara chegou a Mato Grosso do Sul ainda criança, aos 6 anos. Hoje, ela tem 28 anos e diz que cresceu mergulhada na cultura local.
O amor virou inspiração e também fonte de renda. Atualmente, o artesanato é sua única atividade profissional. No ateliê montado em Três Lagoas, Samara produz manualmente canecas, copinhos, porta-guardanapos, petisqueiras, tigelas, pratos, chaveiros e peças decorativas que exaltam a fauna, a flora, a culinária e as expressões típicas de Mato Grosso do Sul.
Os itens saem do interior do Estado para diferentes regiões do País e até para fora do Brasil, levando o recado sobre identidade local. Entre as peças mais comentadas estão os copinhos com as gírias locais “eita, pega”, “larga mão” e “pior”, além da frase que virou quase um grito regional. “Não é Mato Grosso, é Mato Grosso do Suuuul”.
O processo de produção é longo e exige paciência. Cada peça é feita manualmente e pode levar cerca de um mês até que uma fornada completa esteja pronta. A modelagem varia conforme o resultado desejado. Samara trabalha com técnica de placa, moldes e também em torno de oleiro, a famosa roda da cena clássica do filme Ghost. “Dependendo da técnica que eu quero alcançar, eu uso uma técnica diferente para modelagem”, destaca.




