Embora as autoridades ucranianas não tenham revelado os locais exatos das ações, Brovdi informou que as forças de drones já atingiram um total de 90 embarcações russas ao longo dos últimos sete dias. O governador da região de Rostov, Yury Slyusar, confirmou que um drone ucraniano atingiu um navio-tanque na entrada do Canal de Azov-Mar Negro, causando um incêndio que foi rapidamente controlado. A embarcação, no momento do ataque, estava vazia, evitando riscos de vazamento de petróleo e, segundo as autoridades, não houve vítimas.
Esses ataques às embarcações fazem parte de uma estratégia ucraniana mais ampla que visa impactar a infraestrutura energética da Rússia. As ações direcionadas a refinarias e outras instalações do setor de combustíveis têm causado efeitos significativos no abastecimento interno russo. O vice-primeiro-ministro da Rússia, Aleksandr Novak, admitiu na última sexta-feira (10) que o país enfrenta problemas no fornecimento de combustíveis, mencionando a formação de filas em postos de gasolina e a instabilidade no funcionamento desses estabelecimentos.
Novak declarou: “Devemos reconhecer que há problemas e existe um déficit, por isso observamos filas. Às vezes, os postos de gasolina não funcionam de forma estável. O déficit se deve a razões compreensíveis, pelo fato de as refinarias deixarem de funcionar parcialmente devido aos ataques de drones”.
Na quarta-feira (8), o governo russo já havia implementado restrições temporárias às exportações de diesel, uma resposta direta aos ataques ucranianos contra refinarias russas e às dificuldades no abastecimento interno.
Em resposta à intensificação dos ataques da Ucrânia, a Rússia informou que realizou bombardeios contra instalações militares e portuárias ucranianas na noite do último sábado (11). O Ministério da Defesa russo anunciou o uso de armas de precisão de longo alcance e drones para atingir alvos em Kiev e na região de Odessa, afirmando que as ações visaram estruturas da indústria militar ucraniana que produzem e armazenam drones de longo e médio alcance.
Além disso, Moscou afirmou que atingiu instalações portuárias em Odessa, Chornomorsk e Izmail, locais que, segundo a Rússia, eram utilizados para armazenar e transportar equipamentos militares, combustíveis e lubrificantes.




