Na quarta-feira, 10, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se manifestou em defesa das rigorosas políticas de imigração de seu governo, que têm gerado controvérsias em relação à entrada de turistas e delegações estrangeiras para a Copa do Mundo. Trump declarou: “Estamos trabalhando para garantir que as pessoas certas entrem”, referindo-se às restrições em vigor.
A declaração de Trump veio após o apelo da Organização das Nações Unidas (ONU) para que os Estados Unidos revisem suas práticas de imigração durante o evento esportivo. O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, expressou a esperança de que as autoridades americanas reconsiderem suas políticas, especialmente em relação aos Direitos Humanos e à dignidade humana, em um momento tão significativo como a Copa do Mundo. Türk destacou que torcedores e dirigentes de equipes foram barrados na entrada dos EUA.
Recentemente, o Congresso dos Estados Unidos aprovou um projeto de lei de US$ 70 bilhões (R$ 362 bilhões) destinado a fortalecer a fiscalização, detenção e deportação de imigrantes. Os recursos serão direcionados principalmente ao Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) e à Patrulha da Fronteira dos Estados Unidos (CBP).
Na segunda-feira, 8, ao desembarcar no aeroporto de Raleigh, na Carolina do Norte, os jogadores da seleção do Senegal passaram por uma revista na pista. A equipe anunciou que o procedimento visava agilizar o embarque em um voo privado, evitando a necessidade de circular pelos setores convencionais do aeroporto.
Ainda na segunda, o árbitro Omar Abdulkadir Artan teve sua entrada nos Estados Unidos negada, resultando em sua exclusão da Copa do Mundo. Artan, escalado pela Fifa para a equipe de arbitragem do torneio, seria o primeiro somali a apitar partidas em uma Copa. Ele foi reconhecido como o melhor árbitro masculino do continente africano em 2025.
Essa decisão das autoridades americanas gerou críticas em nível internacional e levantou questionamentos sobre a capacidade dos Estados Unidos de sediar o torneio. As novas restrições de viagem implementadas pelo governo de Trump afetaram cidadãos de quase 40 países, incluindo a Somália.




