Nesta segunda-feira (25), Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, fez um apelo a países de maioria muçulmana para que reconheçam Israel e formalizem relações diplomáticas. A exigência visa facilitar um acordo que encerre a guerra travada pelos americanos e israelenses contra o Irã. O pronunciamento ocorreu em um post na rede social Truth Social.
Trump destacou que conversou com líderes de diversas nações islâmicas no último fim de semana, abordando a adesão aos Acordos de Abraão. Esses acordos, que ele intermediou durante seu primeiro mandato de 2017 a 2021, resultaram na normalização das relações de Israel com quatro países islâmicos: Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Marrocos e Sudão.
"Declarei que, após os esforços dos Estados Unidos para resolver essa questão complexa relacionada ao Irã, é imprescindível que todos esses países assinem simultaneamente os Acordos de Abraão", afirmou Trump. Ele mencionou especificamente países como Arábia Saudita, Catar, Paquistão, Turquia, Egito, Jordânia e Bahrein, ressaltando que, embora alguns possam ter razões para não participar, a maioria deveria estar disposta a fazer do acordo com o Irã um marco histórico.
O presidente americano reforçou a urgência da situação, solicitando que todos os países citados assinem os Acordos de Abraão imediatamente. Ele também expressou que, caso o Irã chegue a um acordo, seria uma honra tê-lo como parte de uma coalizão mundial sem precedentes.
Entre os países mencionados, Bahrein e Emirados Árabes Unidos já aderiram aos Acordos de Abraão em 2020. A Turquia reconhece Israel desde 1949, mas as relações entre os dois países deterioraram-se, especialmente devido à guerra na Faixa de Gaza. O Egito, por sua vez, reconheceu Israel em 1977, e a Jordânia o fez em 1994. Já Arábia Saudita, Catar e Paquistão ainda não reconhecem Israel.
Recentemente, Trump também indicou que houve avanços nas negociações entre EUA e Irã para um possível acordo. Segundo informações, esse acordo incluiria a reabertura gradual do Estreito de Ormuz, que tem estado sob bloqueio quase total pelo regime iraniano desde o início da guerra, ocorrida em 28 de fevereiro. Um prazo de 60 dias foi estabelecido para discutir outras questões, sendo a principal o programa nuclear do Irã.




