Na última quinta-feira (30), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, conversou com jornalistas no Salão Oval da Casa Branca e ressaltou que a líder opositora venezuelana, María Corina Machado, expressou que ele "merecia mais" o Prêmio Nobel da Paz. Trump revelou que a declaração foi feita durante a cerimônia em que recebeu a medalha do Nobel, a qual foi concedida a María Corina pelo Comitê Norueguês do Nobel em dezembro de 2025.
Trump elogiou a atitude de María Corina ao afirmar que ela lhe presenteou com seu prêmio, alegando que não se considerava digna da honraria. "Maria foi muito amável. Me deu de presente seu Prêmio Nobel da Paz porque disse que não o merecia. Foi muito, muito amável", afirmou o presidente. Ele ainda mencionou os esforços que fez para resolver conflitos, destacando que líderes de diversas nações o agradeceram por suas iniciativas.
A declaração do presidente foi recebida com críticas por parte de aliados, que discordaram da decisão do Comitê Norueguês em não premiar Trump no ano anterior. O diretor de comunicações da Casa Branca, Steven Cheung, havia comentado que a escolha do comitê priorizou questões políticas em detrimento da paz, ao deixar de reconhecer o papel de Trump na resolução de conflitos internacionais.
María Corina foi laureada com o Nobel da Paz por seu trabalho incessante na defesa dos direitos democráticos do povo venezuelano e por sua luta em prol de uma transição pacífica da ditadura para a democracia. O Comitê Norueguês fez a divulgação do prêmio em outubro de 2025, destacando a importância de sua atuação.
Além disso, a líder opositora tem demonstrado apoio ao governo de Trump, principalmente após a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, um movimento que colocou o chavismo em uma posição vulnerável diante da Casa Branca. Atualmente, María Corina busca influenciar o governo dos EUA para que novas eleições sejam convocadas na Venezuela.




