Os dois terremotos que atingiram a Venezuela, com magnitudes de 7,5 e 7,2, deixaram um rastro de destruição na costa central do país. Em La Guaira, a região mais afetada, moradores começaram a realizar buscas por vítimas utilizando pás e ferramentas improvisadas, clamando pela chegada de equipes oficiais de resgate. A situação foi marcada por um senso de urgência e desespero, com a população se mobilizando para retirar os escombros e procurar por sobreviventes.
Na quinta-feira, dia 25, centenas de pessoas expressaram sua insatisfação com a ausência de funcionários da Defesa Civil e de outras instituições de segurança que pudessem auxiliar na busca por pessoas que ficaram presas sob prédios que desabaram. O cenário Em La Guaira é alarmante, com diversos edifícios colapsados e outros severamente danificados, enquanto fumaça branca é vista saindo dos escombros.
Moradores relataram gritos constantes de pessoas que procuram por familiares desaparecidos. Em meio ao caos, a moradora Gabriela Pérez, funcionária pública e residente de um edifício da estatal Misión Vivienda, destacou que a ajuda ainda não havia chegado de forma adequada. Segundo ela, a população local tem feito esforços para auxiliar na retirada de pessoas, mesmo diante de incêndios provocados por botijões de gás.
A situação se agrava com a falta de assistência. A agência EFE acompanhou o resgate de duas pessoas feridas, uma mulher chamada Mayra e uma criança, e confirmou a retirada de ao menos três corpos na região. Em Playa Grande, que também sofreu severos danos, uma equipe de bombeiros composta por cerca de dez agentes chegou ao local com equipamentos básicos, onde foram encontrados os corpos de pelo menos três mulheres e de uma menina de dois anos ao lado de um prédio em risco de desabamento total.
O presidente da Assembleia Nacional anunciou um balanço oficial que inclui a criação de abrigos emergenciais para as famílias que perderam suas casas, além de assistência médica e fornecimento de itens básicos. Entretanto, a escassez de alimentos já começou a afetar tanto os moradores quanto os voluntários que trabalham nas operações de resgate.
Diante da destruição, conselhos locais iniciaram a organização de abrigos em escolas e estádios de beisebol para evitar que os desabrigados passem a noite nas ruas. Alguns prédios públicos foram transformados em pontos de coleta de suprimentos, enquanto a falta de energia e de internet dificulta a comunicação entre famílias e autoridades.




