O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta segunda-feira (1º) que não tem intenção de reiniciar os ataques ao Irã, apesar de a nação persa ter interrompido as negociações indiretas com Washington. Essas discussões visavam um acordo para encerrar a guerra iniciada em 28 de fevereiro, que desde 7 de abril encontra-se em um tenso cessar-fogo.
Em entrevista à NBC News, Trump afirmou que o Irã ainda não notificou oficialmente os EUA sobre a suspensão das conversas, mas sugeriu que essa decisão não deve ter um impacto imediato. "Acho que temos conversado demais, para falar a verdade. Acho que o silêncio seria muito bom", comentou o presidente.
Ao ser questionado sobre a suspensão das negociações, Trump afirmou: "Isso não significa que vamos começar a bombardear tudo por lá. Vamos apenas ficar em silêncio. Manteremos o bloqueio [naval a portos do Irã]. O bloqueio é inabalável". Ele acrescentou que está disposto a esperar o tempo que for necessário para que a situação se resolva.
A suspensão das conversas foi anunciada pela agência iraniana Tasnim, que informou que o regime islâmico tomou essa decisão em resposta ao aumento da ofensiva de Israel no Líbano, onde os israelenses estão em confronto com o grupo terrorista Hezbollah, aliado do Irã. O Irã exige que o conflito no Líbano também seja interrompido para que as negociações possam ser retomadas.
Esse anúncio ocorreu após um fim de semana em que a imprensa americana relatou que Trump havia devolvido uma proposta de acordo com alterações, que visava estender o cessar-fogo com o Irã por 60 dias e reabrir o Estreito de Ormuz, que está praticamente fechado pelo regime iraniano desde o início da guerra.




