O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou nesta quarta-feira (15) a necessidade de manter as abordagens de trânsito do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE). A declaração veio um dia após a suspensão temporária dessas ações, anunciada por membros de sua administração.
Trump, em postagem na rede Truth Social, criticou a política de imigração do ex-presidente Joe Biden, afirmando que ela resultou na entrada descontrolada de 25 milhões de pessoas no país, muitas delas, segundo ele, com antecedentes criminais. "Precisamos expulsá-los", enfatizou o presidente.
Embora o Partido Republicano alegue que o fluxo de imigrantes ilegais aumentou significativamente durante o governo Biden (2021-2025), organizações independentes, como o Cato Institute, consideram esses números exagerados. No entanto, reconhecem que realmente houve um aumento na imigração ilegal durante essa gestão.
Na mesma mensagem, Trump destacou a importância de os Estados Unidos serem "fortes, firmes e inteligentes" em sua abordagem. Ele afirmou que abrir mão das ferramentas do ICE, especialmente as abordagens de trânsito, seria um erro grave, colocando o país em risco maior de criminalidade.
A pausa nas abordagens foi anunciada pelo responsável pela gestão de fronteiras, Tom Homan, na terça-feira (14). Homan informou que a agência realizaria fiscalizações alternativas durante esse intervalo, após a morte de dois imigrantes em operações do ICE. Lorenzo Salgado Araujo, um imigrante mexicano, e Joan Sebastian Durán Guerrero, colombiano, faleceram em circunstâncias que levantaram críticas e preocupações sobre a conduta da agência.
O ICE afirmou que os dois homens tentaram colidir seus veículos com os agentes durante as abordagens, o que levou à resposta com disparos. As mortes resultaram em reações negativas de políticos democratas e líderes internacionais. O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, descreveu a morte de Durán como um "assassinato", sugerindo que o tratamento dado a ele refletia uma visão discriminatória.




