O presidente Donald Trump voltou a criticar a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), afirmando que a aliança não ofereceu apoio aos Estados Unidos durante a guerra contra o Irã. Essa crítica foi expressa em um post na rede social Truth Social, na quarta-feira (8), logo após reunião entre Trump e o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, que incluiu também o secretário de Estado Marco Rubio.
Na mesma publicação, Trump citou a Groenlândia, território autônomo da Dinamarca, mencionando-o como um "grande e mal administrado pedaço de gelo". Essa fala se insere em um contexto de ameaças de anexação do território por parte dos EUA, algo que tem sido rejeitado pelos aliados europeus.
Rutte descreveu a conversa com Trump como "franca e aberta", destacando que o presidente americano estava "claramente desapontado" com a falta de apoio dos aliados europeus na guerra contra o Irã. O secretário-geral da Otan lembrou que muitos países da aliança contribuíram de outras maneiras, como logística e autorização de sobrevoos.
Quando questionado sobre uma possível retirada dos EUA da Otan, Rutte não deu uma resposta direta, mas mencionou o "desapontamento" de Trump e que ele estava ouvindo seus argumentos com atenção. A tensão entre Washington e a Otan se intensificou desde o início do conflito no Oriente Médio.
Durante a guerra, Trump manifestou a intenção de retirar os EUA da aliança militar ocidental após a recusa dos aliados, como Reino Unido, França e Alemanha, em participar de uma coalizão para reabrir o Estreito de Ormuz. O presidente chegou a chamar os aliados de "covardes" e afirmou que os Estados Unidos "vão lembrar" dessa postura.
A situação se complicou ainda mais com a Espanha, onde o governo socialista de Pedro Sánchez decidiu fechar seu espaço aéreo e proibir o uso de bases para operações contra o Irã, levando a Casa Branca a ameaçar com sanções comerciais. Apesar das críticas, Rutte afirmou que muitos na Europa apoiam os objetivos dos EUA de conter o Irã no Oriente Médio, e líderes europeus manifestaram apoio ao cessar-fogo de duas semanas anunciado por Trump, comprometendo-se a garantir a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz.




