Durante uma coletiva de imprensa em Évian-les-Bains, na França, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quarta-feira (17) que o memorando de entendimento a ser formalizado na sexta-feira (19) na Suíça não deve ser considerado um acordo final. Ele enfatizou que, caso o Irã não se comporte de acordo com o que é esperado, Washington poderá retomar os ataques ao país persa.
Trump foi enfático ao afirmar: "Se eu não gostar, voltaremos a atirar neles, a jogar bombas nas cabeças deles". O memorando, que visa interromper a guerra iniciada em 28 de fevereiro, foi detalhado por veículos de imprensa internacionais e inclui medidas como o desbloqueio do Estreito de Ormuz e o término do bloqueio naval americano a portos iranianos.
Outra questão importante abordada no documento é um plano de "reabilitação e desenvolvimento econômico" do Irã, que envolve um investimento estimado em US$ 300 bilhões. Além disso, o memorando estipula que o regime iraniano não poderá desenvolver armas nucleares.
"É um acordo muito forte. Ninguém sabe o que é, mas é muito forte, e a maioria das pessoas parece estar muito satisfeita", comentou Trump, antes mesmo da divulgação completa do teor do texto.
O presidente americano também destacou que o memorando poderá ter efeitos positivos nos mercados internacionais, afirmando que "não há nada tão inteligente quanto o mercado, e o mercado adora isso mais do que qualquer coisa que eu já tenha visto".




