O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira que Cuba está "chamando" o país em busca de ajuda, em meio a uma crise econômica e humanitária que se agrava na ilha. A declaração foi feita durante uma visita às obras do novo salão de baile da Casa Branca, em um momento em que a pressão americana sobre o regime comunista cubano tem aumentado, com sanções econômicas e restrições ao fornecimento de petróleo.
"Cuba está nos chamando. Precisam de ajuda. Cuba é uma nação falida. Cuba precisa de ajuda, e nós a daremos", declarou Trump ao ser questionado por jornalistas. O presidente também comentou que a situação em Cuba "não será difícil" de resolver para seu governo, e, quando indagado sobre a possibilidade de isso ocorrer sem uma mudança de regime, ele respondeu que poderia agir "mudando o regime ou não".
Trump ainda caracterizou o governo cubano como um "regime duro" e destacou a deterioração das condições de vida na ilha, afirmando que os cubanos não conseguem acender as luzes e enfrentam dificuldades para conseguir comida. Sua declaração surge em um contexto em que moradores de diversas cidades, incluindo Havana, Santiago de Cuba, Holguín e Santa Clara, têm sido vistos revirando contêineres de lixo em busca de alimentos. Informações do portal Martí Notícias relatam que há até brigas entre pessoas por restos de pizza, macarrão, ossos de frango e outros alimentos descartados por restaurantes.
A crise em Cuba foi agravada pela escassez de combustível, resultado do corte no fornecimento de petróleo da Venezuela, promovido pelos Estados Unidos no início deste ano. O governo americano também ameaçou aplicar sanções a países que continuarem a enviar petróleo para a ilha.
Além disso, a pressão sobre o regime cubano inclui novas sanções impostas pelo Departamento de Estado a órgãos da ditadura, como o Ministério do Interior e a Polícia Nacional. Recentemente, o Departamento de Justiça dos EUA também começou a preparar uma possível acusação contra o ex-ditador Raúl Castro, de 94 anos, em relação à queda de aviões da organização Irmãos ao Resgate, ocorrida em 1996. Este episódio é interpretado como parte de uma nova ofensiva do governo Trump para intensificar a pressão sobre Havana.




