O governo brasileiro negou vistos a dois altos funcionários do Departamento de Estado dos EUA que tinham a intenção de inspecionar o sistema eleitoral do Brasil. A negativa aumentou a tensão diplomática entre Brasil e Estados Unidos, em um momento já marcado por um clima hostil, especialmente devido à imposição de novas tarifas comerciais.
Os funcionários barrados foram Riley M. Barnes, subsecretário para Democracia e Direitos Humanos, e Samuel Samson, subsecretário Adjunto do Departamento de Estado. Ambos são integrantes da administração do ex-presidente Donald Trump e planejavam visitar o Brasil para se encontrar com autoridades eleitorais e questionar a segurança das urnas eletrônicas.
A gestão do presidente Lula interpretou a visita como uma tentativa de interferência na política interna e nas eleições programadas para outubro. O governo brasileiro defende que a soberania nacional deve ser respeitada e que as dúvidas levantadas pela delegação americana poderiam gerar instabilidade no país.
Em resposta à negativa, a Casa Branca decidiu manter o decreto de emergência nacional sobre o Brasil, que foi estabelecido por Trump em 2025. Apesar da Suprema Corte dos EUA ter derrubado as sobretaxas de 50% sobre produtos brasileiros, a manutenção do estado de emergência possibilita que o governo americano imponha novas sanções ou medidas restritivas a qualquer momento.
A Lei Magnitsky, que permite a punição de indivíduos estrangeiros acusados de violações de direitos humanos ou corrupção, é uma ferramenta que já foi utilizada contra autoridades brasileiras, resultando em sanções e revogação de vistos. Essa situação aumenta a incerteza no ambiente comercial entre os dois países.
Além do tarifário já tentado, os Estados Unidos ameaçam impor impostos de até 100% sobre países que adquirirem petróleo ou combustível da Rússia, incluindo o Brasil. O diesel russo é uma importação crucial para o mercado nacional, e a implementação de novas barreiras pode impactar significativamente o custo de vida e o transporte no Brasil.




