O Irã e os Estados Unidos decidiram suspender seus ataques, proporcionando alívio à navegação e à indústria do petróleo no Golfo. Essa decisão vem em um momento em que o presidente americano, Donald Trump, está “dando um pouco de margem” para a diplomacia com Teerã, conforme indicado pelo embaixador americano na ONU, Mike Waltz, neste domingo (26).
O Irã anunciou uma pausa em seus bombardeios de retaliação contra aliados dos Estados Unidos no Oriente Médio, após duas noites consecutivas sem ataques. O embaixador Waltz enfatizou que, embora o governo americano esteja permitindo um espaço para diálogos, os Estados Unidos permanecem prontos para agir militarmente contra o Irã, com recursos adicionais mobilizados na região.
Na manhã de segunda-feira (noite de domingo em Brasília), os preços do petróleo caíram mais de 5% na abertura do mercado asiático, refletindo a expectativa de uma trégua entre os dois países. O barril de Brent do Mar do Norte, referência internacional, registrava uma queda de 5,58%, sendo negociado a 91,38 dólares. O barril de WTI, equivalente americano, apresentava uma baixa de 5,46%, cotado a 84,43 dólares.
Apesar do cessar-fogo assinado em abril e de um protocolo de acordo estabelecido em junho, os conflitos entre Irã e Estados Unidos foram reavivados nas últimas duas semanas, impulsionados por tensões em torno do estratégico Estreito de Ormuz, vital para o comércio de petróleo. Embora o presidente Trump tenha sinalizado a possibilidade de ataques mais amplos, uma calma relativa tem se instalado na região após quase duas semanas de confrontos.
O porta-voz militar iraniano, Mohammad Akraminia, afirmou que, nas últimas duas noites, as forças americanas interromperam suas ações, e que, seguindo essa linha de pensamento, o Irã também suspendeu suas operações. No entanto, Akraminia alertou que se os ataques aéreos americanos continuarem, o conflito poderá se intensificar.
Esta pausa nas hostilidades reacende esperanças de uma retomada das negociações entre Washington e Teerã, que estavam paralisadas devido a recentes combates no Estreito de Ormuz. Waltz, por sua vez, negou rumores sobre uma escassez de recursos, afirmando que as forças armadas americanas estão totalmente equipadas para continuar a campanha militar conforme necessário.




