Um homem de 38 anos foi detido nas proximidades do campo de golfe de Donald Trump, localizado em Los Angeles, em um incidente que ocorreu poucos dias antes da chegada do presidente dos Estados Unidos ao local. As autoridades informaram que Jeanine John Taele foi preso durante uma operação de segurança que estava em andamento para o evento que contaria com a presença do republicano.
De acordo com o gabinete do xerife de Los Angeles, Taele foi observado por agentes federais enquanto caminhava pelo campo, realizando gravações e fotografias dos preparativos de segurança. Na terça-feira, 4, Trump participou de um jantar de arrecadação organizado pelo Comitê Nacional Republicano e concedeu uma entrevista à Fox News, sem que nenhum incidente fosse registrado durante sua estadia.
O suspeito, que retornou ao campo no domingo, 2, alegou estar vinculado ao Departamento de Estado e que sua função era ajudar na segurança do evento. Ele admitiu ainda que possuía uma arma carregada em seu veículo. Ao ser abordado pelas autoridades, foi revelado que Taele era procurado por um caso de roubo na cidade de El Segundo, o que levou à sua prisão.
Durante a operação, os agentes apreenderam um rifle de cano curto não registrado e um carregador contendo 16 munições de ponta oca. Além disso, foi encontrada uma pistola carregada dentro do carro do suspeito. Em uma busca na residência de Taele, investigadores descobriram várias armas, munições, carregadores de alta capacidade, um colete à prova de balas, rádios comunicadores e cadernos com anotações que levantaram preocupações.
O homem foi indiciado pela Justiça dos Estados Unidos por posse ilegal de Armas de Fogo. Se condenado, ele poderá enfrentar uma pena de até dez anos de prisão em âmbito federal. As autoridades destacaram que a detenção ocorreu antes da chegada de Trump e que, dessa forma, um possível incidente foi evitado.
Kenneth Cooper, agente especial do Escritório de Álcool, Tabaco, Armas de Fogo e Explosivos (ATF), afirmou que a ação integrada das forças de segurança foi fundamental para prevenir uma tragédia. Bill Essayli, procurador assistente, mencionou que a motivação de Taele ainda está sendo investigada, mas enfatizou a importância da ação preventiva que impediu uma situação que poderia ser potencialmente perigosa.




