Mato Grosso do Sul enfrenta um aumento alarmante nos casos de feminicídio, com uma mulher sendo assassinada a cada 38 horas. Entre 30 de julho e 6 de agosto, cinco mulheres perderam a vida em um período de apenas oito dias, todas vítimas de ataques com facas, e a maioria dos suspeitos eram companheiros ou ex-companheiros.
O primeiro caso se deu em Água Clara, onde Ana Carolina Goes, de 45 anos, foi morta no dia 30 de julho. No dia seguinte, em Corumbá, Adrielle Encarnação Rodrigues, de 26 anos, também foi assassinada. Já em agosto, os feminicídios foram de Rose Batista Cabreira, de 41 anos, em Dourados; Adriana Barrios, de 22 anos, em Paranhos; e Nathália Rodrigues Nogueira, de 26 anos, em Rio Verde de Mato Grosso. Esses crimes aconteceram entre uma quinta-feira e outra, abrangendo diversas regiões do estado, incluindo áreas de fronteira e comunidades indígenas.
Até o momento, em quatro dos cinco casos, pelo menos um suspeito foi detido. O crime mais recente, que vitimou Nathália Rodrigues Nogueira, ocorreu em frente à sua residência no Bairro Santa Inês, onde crianças estavam presentes e presenciaram o ato. O autor, que é companheiro da vítima, conseguiu fugir de motocicleta e é considerado foragido. A polícia informou que ele tem um registro de violência doméstica datado de 2019.
Com os recentes assassinatos, Mato Grosso do Sul já contabiliza 20 feminicídios desde o início de 2026. Esses dados são preocupantes, especialmente porque apenas em julho, cinco mulheres foram vítimas desse tipo de crime, superando os três casos registrados no mesmo mês de 2025. O início de agosto manteve essa tendência alarmante, com três mulheres assassinadas nos primeiros seis dias, igualando o total de casos do mês correspondente do ano anterior.
As investigações em torno desses feminicídios estão sendo conduzidas pela Polícia Civil do Estado, que busca entender as circunstâncias que cercam cada crime. Embora haja variações nas situações e nas motivações, a maioria dos casos envolve algum tipo de vínculo pessoal entre as vítimas e os suspeitos. A classificação jurídica definitiva dos casos dependerá da conclusão dos inquéritos e da análise das circunstâncias envolvidas em cada ocorrência.




