O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado, manifestou forte crítica ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira (13), após a decisão que suspendeu as visitas de FLÁVIO BOLSONARO (PL-RJ) ao pai, Jair BOLSONARO. Marinho afirmou que o STF age como um adversário político de Jair, FLÁVIO e de todo o campo de oposição, em um contexto que ele considera de autoritarismo.
A decisão foi tomada pelo ministro Alexandre de Moraes, que determinou que FLÁVIO BOLSONARO não poderá visitar Jair BOLSONARO por um período de 90 dias. A suspensão ocorreu após o senador compartilhar uma carta escrita pelo ex-presidente nas redes sociais, levantando preocupações sobre a comunicação entre eles. Marinho ressaltou que essa medida pode ser vista como uma tentativa de tornar Jair incomunicável, algo que ele considera inconstitucional.
Marinho também lembrou que, durante o período em que Luiz Inácio Lula da Silva esteve preso em 2018, o ex-presidente recebeu inúmeras visitas e utilizou cartas para se manifestar, especialmente durante a campanha eleitoral. Para o senador, a proibição de visitas em um contexto semelhante representa uma violação dos direitos de comunicação de um preso com seus familiares.
Além disso, o advogado de FLÁVIO BOLSONARO, Tracy Reinaldet, qualificou a decisão como ilegal e inconstitucional, destacando que todo preso tem o direito de receber visitas de familiares e manter contato com o mundo exterior. Reinaldet enfatizou que FLÁVIO, além de ser filho de Jair, é também seu advogado, o que torna a proibição ainda mais problemática do ponto de vista legal.
A decisão de Moraes, , reflete uma postura de parcialidade por parte do STF, que ele acredita ter se afastado de sua função de árbitro institucional. O senador citou a situação de Carla Zambelli, que teve seu pedido de extradição negado na Itália, como um exemplo de como a parcialidade do STF é percebida fora do Brasil.
FLÁVIO BOLSONARO, em vídeo, interpretou a carta de seu pai como um chamado à unidade entre seus apoiadores, afirmando que o momento é de ação para fortalecer sua pré-campanha à Presidência. Ele afirmou que, a partir de 2027, espera ter força suficiente no Congresso para promover mudanças significativas, incluindo a redução da maioridade penal e a revisão da carga tributária, visando endurecer a legislação penal.




