O senador Renan Calheiros, do MDB de Alagoas, afirmou neste domingo (12) que Valdemar Costa Neto, ex-deputado e atual presidente do Partido Liberal, estava ciente das relações problemáticas que mantinha com Arthur Lira, deputado federal e ex-presidente da Câmara dos Deputados. Essa declaração ocorre em um momento em que a Polícia Federal investiga a possível participação de Valdemar no direcionamento de emendas parlamentares.
A ex-assessora de Lira, Mariângela Fialek, também conhecida como Tuca, é apontada pela PF como uma das principais figuras no esquema de repasses irregulares de emendas, que envolve Valdemar e o ex-deputado Eduardo Cunha. A rivalidade política entre Lira e Calheiros em Alagoas intensifica ainda mais a situação.
Em um post em sua conta no X, Calheiros enfatizou que Valdemar não poderia alegar desconhecimento sobre a “proximidade tóxica” com Lira. O senador destacou que a experiência de Valdemar não o isentaria das consequências de eventuais malfeitos no orçamento. Ele descreveu Tuca como uma figura perigosa, referindo-se a ela como “nitroglicerina”, insinuando que sua atuação na política pode ser explosiva e arriscada.
O nome de Tuca aparece nas investigações como responsável pela intermediação de solicitações relacionadas a emendas, o que aumenta a pressão sobre Valdemar. As investigações ganham mais complexidade com a recente decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, que determinou o bloqueio de bens de Valdemar Costa Neto e Eduardo Cunha. Essa medida foi tomada no âmbito das apurações sobre o possível direcionamento de recursos de emendas parlamentares por pessoas que não ocupam cargos eletivos.
As apurações revelam que Valdemar teria sido favorecido por indicações de verbas federais, mesmo sem estar em uma posição eletiva. A situação levanta questões sobre a legalidade e a ética das relações políticas e o uso de recursos públicos, colocando em xeque a integridade das práticas legislativas e administrativas no Brasil.




