A Polícia Federal (PF) continua a custódia de 13 relógios que foram apreendidos em endereços associados ao senador Jaques Wagner, do Partido dos Trabalhadores (PT). A ação ocorreu durante um cumprimento de mandados de busca e apreensão em imóveis localizados em Brasília e na Bahia, realizado na última quinta-feira, dia 18. Essa operação faz parte da investigação denominada Operação Compliance Zero, que investiga a suposta fraude financeira no Banco Master.
Os relógios foram encontrados em meio a uma série de documentos e objetos que a PF considera relevantes para o andamento das investigações. A operação também está analisando a relação de Jaques Wagner com o Banco Master, uma vez que ele teria defendido os interesses da instituição no Congresso.
Além dos relógios, a Polícia Federal está apurando outros aspectos da vida do senador, incluindo suas viagens, eventos e até mesmo um imóvel. A investigação busca entender a extensão das atividades de Jaques Wagner relacionadas ao Banco Master e suas implicações financeiras.
Um dos pontos destacados na investigação é o financiamento de um camarote em um show na Califórnia, no valor de R$ 63 mil, que teria sido bancado por Lima, associado ao senador e seus parentes. O caso levanta questões sobre a origem dos recursos e a possível utilização de verbas públicas para interesses pessoais.
A Operação Compliance Zero é um desdobramento de outras ações da PF que visam coibir irregularidades no sistema financeiro e garantir a transparência nas relações entre políticos e instituições financeiras. O desenrolar dessa investigação poderá trazer novos desdobramentos e implicações para o senador e outros envolvidos na operação.




