A Nestlé está focada em fortalecer sua cadeia de suprimentos com a compra de café verde proveniente de lavouras que seguem práticas de agricultura regenerativa. A marca Nescafé divulgou que, até 2025, 53% do café adquirido terá origem em fazendas que utilizam métodos como sistemas agroflorestais, consórcio de culturas e manejo eficiente de fertilizantes. Este movimento visa não apenas garantir a qualidade do produto, mas também tornar a produção mais resistente às mudanças climáticas, um objetivo central da companhia para 2030.
O relatório da Nescafé apresenta um balanço sobre o desempenho de 2025 e os planos da marca para os próximos anos. Em comparação a 2024, quando a participação de café regenerativo era de 32%, a empresa já superou a meta intermediária de 20% estabelecida para 2025. Essa evolução reflete a adesão e o treinamento de mais de 100 mil cafeicultores em 15 países, com o apoio de mais de 1,6 mil agrônomos e técnicos de campo.
Além do treinamento, o programa busca a renovação de lavouras que estão envelhecendo e, portanto, mais suscetíveis aos efeitos das mudanças climáticas. Em 2025, a Nestlé distribuiu 20,3 milhões de mudas de café que são mais resistentes a doenças e a eventos climáticos extremos, contribuindo para a sustentabilidade da produção.
A companhia destaca que essa tendência está se consolidando entre grandes compradores de café no mercado internacional. A estratégia busca alinhar a adoção de práticas sustentáveis com a redução das emissões de gases de efeito estufa, reforçando a necessidade de tornar as lavouras mais resilientes.
Antje Shaw, responsável global por sustentabilidade da Nescafé, enfatizou a importância da transição para modelos regenerativos, que são essenciais para garantir o abastecimento futuro de café diante dos crescentes desafios climáticos. As iniciativas incluem a renovação das plantações com variedades que suportam melhor as condições adversas.
O Brasil é um dos principais focos da Nestlé, com mais de 3,8 mil propriedades envolvidas no programa nas regiões de Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia e São Paulo. Todas as fazendas participantes estão integradas à jornada de agricultura regenerativa e recebem suporte de uma equipe de 35 agrônomos.




