O Ministério da Agricultura e Pecuária anunciou uma atualização nas normas que regem a avaliação do manejo nas áreas de produção de grãos no Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc). A principal modificação consiste na inclusão do milho nos critérios anteriormente aplicados apenas à soja, uma mudança que já está em vigor após publicação pela Secretaria de Política Agrícola (SPA).
O novo sistema de avaliação considera a qualidade do manejo adotado nas propriedades, levando em conta aspectos como a cobertura do solo, a rotação de culturas, as condições químicas e físicas das áreas de cultivo, além de práticas que impactam o desenvolvimento das raízes. Uma das inovações mais significativas diz respeito às lavouras sucessivas. Agora, o cultivo de dois ou mais ciclos de soja ou milho consecutivos no mesmo ano agrícola fará com que a classificação da área caia automaticamente para NM1, o nível mais baixo de manejo.
Além disso, uma nova restrição foi introduzida para as áreas onde o milho é cultivado em sequência apenas com outras gramíneas. Nesses casos, a classificação será limitada a NM2, a menos que haja intercalação com espécies de outras famílias botânicas. Essa medida não penaliza automaticamente o sistema tradicional de soja seguido por milho, mas se concentra em práticas de baixa diversidade, como soja sobre soja e milho sobre milho.
Outra mudança relevante diz respeito à avaliação da cobertura do solo com palhada. Anteriormente, a análise focava apenas no período imediatamente anterior ao plantio. A partir de agora, o governo irá considerar a média da cobertura nos três anos agrícolas anteriores à contratação, analisando os 30 dias que antecedem a semeadura da cultura principal em cada um desses ciclos. Essa abordagem terá como objetivo garantir que a proteção do solo seja mantida de forma consistente ao longo do tempo.
Além disso, a nova regulamentação especifica como serão identificadas as operações de revolvimento do solo, como aração, gradagem, escarificação e subsolagem. A análise poderá empregar algoritmos automatizados e índices espectrais para detectar variações significativas na cobertura do solo. A portaria também mantém critérios que podem levar a uma redução na classificação, mesmo que a média dos indicadores indique um nível superior. Problemas como saturação elevada por alumínio e limitações físicas ou químicas do solo podem resultar em rebaixamento da classificação. Os critérios de exclusão e redução agora serão aplicados de forma cumulativa, onde prevalece o menor nível identificado ao se encontrarem múltiplas condições desfavoráveis.




