A proposta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de estabelecer o país como "GUARDIÃO" do ESTREITO de ORMUZ e cobrar um pedágio pela segurança na passagem marítima provocou reações negativas em várias partes do mundo. O governo do premiê britânico, Keir Starmer, manifestou-se, pedindo que os EUA apresentem os detalhes do plano, mas já antecipou a oposição do Reino Unido.
Um porta-voz do governo britânico destacou que o ESTREITO de ORMUZ deve ser reaberto de acordo com o direito internacional, sem a imposição de taxas que possam afetar o comércio global. A Organização Marítima Internacional (OMI), ligada à ONU, também se posicionou contra a proposta, afirmando que "não existem fundamentos jurídicos" para a cobrança de pedágio em ORMUZ.
A OMI reiterou que se opõe firmemente à cobrança de taxas pela passagem em estreitos utilizados para a navegação internacional. Um porta-voz da entidade enfatizou que essa posição é consistente e reafirmou o compromisso da organização em defender a livre navegação.
Em resposta, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, fez uma ironia sobre a proposta de Trump. Ele mencionou que, se alguém deve garantir a passagem segura de navios comerciais pelo ESTREITO de ORMUZ, esse serviço deve ser remunerado. Araghchi declarou que o Irã SEMPRE foi o "GUARDIÃO" do ESTREITO e que assim permanecerá para SEMPRE, sugerindo que uma taxa de 20% seria excessiva, mas que eles seriam justos.
Na segunda-feira (13), Trump, através de uma mensagem na rede Truth Social, anunciou que reimporá um bloqueio naval a portos do Irã, em meio ao aumento das tensões entre os dois países, e falou sobre a cobrança de pedágio em ORMUZ. Ele afirmou que os EUA seriam conhecidos como "O GUARDIÃO DO ESTREITO de ORMUZ" e que, por uma questão de JUSTIÇA, seriam reembolsados com uma taxa de 20% sobre toda carga transportada, cobrindo os custos necessários para garantir a segurança na região.
Antes do início do conflito, cerca de 20% do petróleo e do gás natural do mundo transitavam pelo ESTREITO de ORMUZ, que se tornou um foco nas tensões entre os EUA, Israel e Irã, substituindo o programa nuclear iraniano como prioridade nas disputas entre as nações.




