A sugestão de que a seleção da Itália substituísse a do Irã na próxima Copa do Mundo, que ocorrerá na América do Norte em 2026, foi feita por Paolo Zampolli, um enviado especial de Donald Trump, ao presidente da Fifa, Gianni Infantino. A informação foi confirmada por Zampolli em uma entrevista ao Financial Times, onde argumentou que a Itália, com quatro títulos mundiais, merece um lugar no torneio, especialmente após ter falhado na qualificação ao ser eliminada pela Bósnia e Herzegovina nas Eliminatórias Europeias.
Zampolli, que é natural de Milão, expressou seu desejo de ver a seleção italiana competindo nos Estados Unidos, afirmando que seria um sonho realizar esse evento. Ele destacou que, devido ao histórico da Azzurra, a inclusão do time no Mundial seria justificável. Infantino, por sua vez, esteve presente nos Estados Unidos para participar do Semafor World Economy 2026, evento ocorrido no dia 15 de abril.
A Fifa possui a autoridade para decidir sobre a substituição de seleções em caso de desistências. Contudo, uma mudança desse tipo exigiria que o Irã se retirasse do torneio, o que, segundo informações recentes, não está previsto. Fatemeh Mohajerani, porta-voz do governo iraniano, reiterou que o país está pronto para participar da Copa do Mundo e que o Ministério do Esporte e da Juventude assegurou que todas as condições necessárias para a presença da equipe foram atendidas.
Donald Trump, embora tenha manifestado que a seleção iraniana seria “bem-vinda” ao evento, levantou questões sobre a segurança e a vida dos jogadores, sugerindo que a participação do Irã poderia ser problemática. O Irã, por sua vez, tem restrições relacionadas à sua seleção nacional e clubes que não permitem viagens à América do Norte.
Por sua parte, Zampolli é uma figura controversa, não apenas por sua ligação com Trump, mas também por suas relações pessoais. Ele foi casado com Amanda Ungaro, que acusou o ex-marido de abuso e de usar sua influência política para suas próprias vantagens. O casal tem uma disputa pela guarda de um filho, e Ungaro foi deportada dos Estados Unidos, situação que Zampolli nega ter influenciado.
A proposta de Zampolli, além de levantar questões sobre a política esportiva, toca em temas delicados das relações internacionais, especialmente entre os Estados Unidos e o Irã, que permanecem tensas devido a conflitos no Oriente Médio. A capacidade da Fifa de intervir em situações como essa será crucial para entender como a Copa do Mundo se desenrolará nos próximos anos.




