A Justiça do Paraguai ordenou a prisão preventiva de Jorge Fernando Denis González, de 26 anos, conhecido como Chefinho, nesta sexta-feira (24), em Pedro Juan Caballero, cidade que faz fronteira com Ponta Porã. O juiz Edgar Ramírez acatou o pedido do promotor antidrogas Celso Morales, que formalizou a acusação de posse e tráfico de drogas contra o suspeito.
A decisão judicial foi tomada dois dias após uma operação policial que resultou na apreensão de 21,4 quilos de pasta-base de cocaína em uma residência localizada no bairro San Antonio. Durante a ação, os também acusados Rubén Darío Vargas Gómez, de 22 anos, e Marcos David Colmán Rojas, de 29 anos, foram detidos e encaminhados a uma penitenciária. A identidade da unidade prisional onde os três ficarão detidos não foi divulgada.
Conforme informações do jornal ABC Color, Chefinho optou por permanecer em silêncio durante seu depoimento ao Ministério Público paraguaio. Já Rubén e Marcos alegaram que estavam na casa para cobrar uma dívida do irmão de Samura, sem fornecer detalhes sobre o valor ou a origem da dívida.
Na residência, a polícia encontrou a droga dividida em 21 tabletes, além de sete celulares e um veículo Volkswagen Gol branco, registrado em nome de Cristhian Vidal Ríos. O promotor Celso Morales destacou que os celulares e demais materiais apreendidos passarão por análise durante as investigações, que buscam identificar possíveis conexões dos acusados com organizações que atuam na região fronteiriça.
Ainda não há confirmação sobre a suspeita de que Chefinho esteja vinculado a uma facção criminosa brasileira. O acusado é irmão materno de Jorge Teófilo Samudio González, conhecido como Samura, que é considerado pelas autoridades paraguaias um membro de uma rede dedicada ao transporte de cocaína. Este grupo é responsável por levar a droga da Bolívia até a fronteira com o Brasil, com parte da carga destinada ao mercado brasileiro e a outros países.
Samura foi detido em outubro de 2018 em Bella Vista Norte, uma cidade paraguaia adjacente a Bela Vista. Ele conseguiu escapar em setembro de 2019 durante um ataque a um comboio que o transportava de uma audiência em Assunção para o presídio, resultando na morte do comissário Félix Ferrari e ferimentos em outros agentes. A Polícia Federal (PF) localizou Samura em março de 2021 na cidade de Sinop, em Mato Grosso, onde ele residia com documentos falsos. Investigações apontaram que ele recebeu auxílio de pessoas ligadas ao tráfico na fronteira, antes de passar por Dourados e chegar a Mato Grosso.




