O prefeito de Ivinhema, Juliano Ferro, de 43 anos, se manifestou sobre o Boletim de Ocorrência registrado contra ele após uma abordagem da Polícia Militar. O incidente ocorreu quando ele realizou uma arrancada brusca com um Dodge Challenger vermelho, colocando em risco pedestres e outros motoristas. Em um vídeo divulgado em suas redes sociais, Ferro reconheceu a imprudência, mas declarou que essa não foi a primeira vez que se envolveu em tal situação e não será a última.
Juliano Ferro, que pertence ao PL, parabenizou a atuação da Polícia Militar, que, segundo ele, cumpriu seu dever. "Estou errado, entendeu? Não é bonito, eu sei, mas quero falar também para quem me critica: eu sou verdadeiro, eu sou isso aqui, sempre fui, não vou mudar", afirmou. O prefeito deixou claro que seu comportamento é parte de sua personalidade e que não pretende alterar suas ações no trânsito.
O boletim foi registrado na tarde do último domingo, 5 de novembro, após o prefeito ser flagrado acelerando o veículo na Avenida Brasil, em Ivinhema, a 289 quilômetros de Campo Grande. O registro informa que, por volta das 15h40, uma equipe da polícia realizava rondas pela Avenida Afonso Navarro Filho e presenciou a manobra perigosa, que ocorreu em uma área bastante movimentada.
Os policiais acompanharam o carro por diversas ruas do centro da cidade, incluindo a Rua Levino Joaquim dos Santos e a Avenida João Euzébio Sobrinho. O prefeito então entrou em uma residência e, ao ser abordado, apresentou a documentação do veículo, mas não permitiu a entrada dos policiais em sua casa. A PM aplicou quatro autos de infração de trânsito e registrou a ocorrência, enquadrando o caso como participação na direção de veículo automotor em exibição ou demonstração de perícia não autorizada, com risco à incolumidade pública ou privada.
Juliano Ferro afirmou que vai responder pelo caso na Justiça e aceitou as consequências de suas ações. Em sua declaração, ele pediu que as pessoas cuidem de suas próprias vidas e enfatizou que vive a vida do seu jeito, sem se preocupar com críticas. "Quem erra tem que pagar, e estou pagando. Mas é para falar aquilo: se vocês não vivem, eu vivo", concluiu o prefeito.




