O Partido Comunista da Venezuela (PCV) expressou forte crítica ao regime de Delcy Rodríguez, acusando-o de aceitar a "tutela" dos Estados Unidos sem resistência. O secretário-geral do Comitê Central do PCV, Óscar Figuera, emitiu um comunicado nesta terça-feira (28), em que descreve o governo como "prostrado" e "vergonhoso" por parabenizar seus opressores. Figuera afirmou que a administração atual está promovendo uma política de "subordinação e colonialismo", que visa desmobilizar o povo e desviar a atenção da crise nacional.
O líder comunista destacou que a Venezuela está sendo forçada a seguir um caminho político que atende a interesses externos, especialmente os relacionados ao governo dos EUA. Essa crítica se intensifica considerando que, apesar do apoio inicial ao chavismo desde a ascensão de Hugo Chávez em 1999, o PCV rompeu com o regime em 2017, já sob a liderança de Nicolás Maduro.
Em agosto de 2023, o Tribunal Supremo de Justiça (TSJ), sob influência do regime, determinou a intervenção e a destituição de toda a direção do partido. Delcy Rodríguez, que se tornou a ditadora interina da Venezuela no início de janeiro, assumiu o poder após uma operação militar dos EUA em Caracas, que resultou na captura de Maduro e sua esposa, Cilia Flores, sob acusações de narcoterrorismo.
Desde esse evento, o regime chavista tem buscado se aproximar dos Estados Unidos, restabelecendo relações diplomáticas e firmando parcerias na área de energia. O presidente americano, Donald Trump, elogiou essa nova postura, evitando apoiar a líder oposicionista María Corina Machado, sob a justificativa de que ela não teria o suporte necessário no país.
Recentemente, em abril, o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) do Departamento do Tesouro dos EUA retirou Delcy Rodríguez de sua lista de sanções econômicas, onde ela estava desde 2018 devido a acusações de corrupção e violações de direitos humanos. Essa mudança representa um ponto significativo nas relações entre o regime chavista e os Estados Unidos.




