De acordo com a denúncia apresentada pela 61ª Promotoria de Justiça, Saturnino teria utilizado um cheque em nome de terceiro para adquirir dois filhotes da raça Pinscher, no valor de R$ 400, em 28 de janeiro de 2011. A compra foi realizada na residência da vítima, que havia anunciado a venda dos cães em um jornal. A mulher só descobriu o golpe ao tentar depositar o cheque e ser informada de que ele era produto de furto. Além disso, durante a negociação, o estelionatário furtou o cartão magnético da proprietária, que estava sobre uma estante na sala.
Logo após a negociação, a Polícia Militar localizou Saturnino durante uma abordagem, encontrando o cartão da vítima em sua posse. O homem confessou os crimes em delegacia, alegando que os filhotes adquiridos acabaram morrendo de leishmaniose meses depois. Em uma situação anterior, ele já havia aplicado o mesmo golpe, utilizando cheques para comprar um filhote de bulldog inglês, que custou R$ 2,2 mil. Esse caso também foi descoberto apenas quando a vítima tentou fazer o depósito do cheque.
Os registros no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) indicam que Saturnino foi condenado a um ano de reclusão em regime semiaberto apenas no caso do Pinscher. No caso do bulldog, ainda não há sentença definitiva. Durante a abordagem policial que resultou em sua prisão no último sábado, os agentes observaram sinais de embriaguez, como cheiro de álcool e fala desconexa. No veículo em que estava, encontraram um copo com bebida alcoólica, e ele se recusou a realizar o teste do bafômetro.
Além de não possuir Carteira Nacional de Habilitação (CNH), Saturnino teve seu automóvel removido ao pátio do Departamento Estadual de Trânsito (Detran). Na revista do veículo, foram encontrados R$ 200 em dinheiro, um telefone celular e os 13 cartões bancários. A Polícia Civil apreendeu todo o material encontrado. Saturnino foi preso em flagrante e teve o mandado de condenação por furto cumprido, mesmo optando por permanecer em silêncio durante seu depoimento.
O juiz Albino Coimbra Neto concedeu a ele a liberdade provisória mediante o pagamento de fiança no valor de R$ 2 mil. Contudo, como já havia um mandado de prisão expedido e cumprido em decorrência de sua condenação, Saturnino permanecerá detido em um estabelecimento prisional de regime fechado até o cumprimento total de sua pena, válida até 2036.




