A família de Fabíola Marcotti, fisioterapeuta encontrada morta em 18 de maio, reiterou sua convicção de que a profissional foi assassinada. Em uma nota pública divulgada nesta segunda-feira (27), os parentes rejeitaram a tese de suicídio e afirmaram que Fabíola foi vítima de feminicídio. O documento destaca que a morte da fisioterapeuta deve ser investigada com rigor, sem pressa ou omissões, para que a verdade prevaleça.
Desde o falecimento de Fabíola, a família contesta a versão de que ela teria causado a própria morte. O advogado dos parentes, Márcio Leonardo Almeida, já havia classificado o caso como feminicídio em declarações anteriores, acusando a defesa do marido da vítima de tentar criar uma narrativa que desviasse a responsabilidade criminal. Na nova manifestação, a família se comprometeu a não divulgar laudos ou detalhes técnicos da investigação, respeitando o sigilo do processo, mas reafirmou que está atenta a cada passo da apuração.
"O silêncio imposto pela prudência jurídica não significa passividade. A família seguirá atenta a cada ato, a cada laudo, a cada depoimento e a cada resposta que ainda precisa ser dada", declarou o texto da nota. Os parentes expressaram confiança no trabalho da delegada Analu Lacerda Ferraz, da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, na Perícia Oficial, no Ministério Público de Mato Grosso do Sul e no Poder Judiciário.
A nota também enfatiza que a família não aceita qualquer versão que não seja confrontada com as evidências e que todas as dúvidas devem ser esclarecidas. "Não buscamos vingança. Buscamos Justiça", afirmaram os familiares, junto com o advogado.
Em relação ao caso, informações indicam que Fabíola foi encontrada morta em uma segunda-feira e que seu marido, o médico cardiologista João Jazbik Neto, de 78 anos, foi preso por posse ilegal de armas. Inicialmente, João declarou que a esposa teria cometido suicídio. Contudo, a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher identificou divergências em seus depoimentos e inconsistências entre o ferimento encontrado na vítima e a versão apresentada pelo médico. Diante disso, a Polícia Civil passou a investigar o caso sob a ótica de um possível feminicídio. A defesa de João nega qualquer envolvimento dele na morte da esposa.




