Nesta quarta-feira, 10, o alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, fez um apelo a Washington para que reconsidere a aplicação de sua política migratória durante a Copa do Mundo de futebol de 2026. A declaração ocorre em um contexto de crescente tensão em torno das medidas de controle da imigração, que têm gerado preocupações sobre os direitos e a dignidade dos indivíduos.
Türk enfatizou a necessidade de uma reflexão profunda sobre como as políticas de imigração dos Estados Unidos impactam os Direitos Humanos. Ele expressou esperança de que, especialmente com a proximidade do torneio, as autoridades americanas reavaliem as práticas que têm sido observadas, particularmente nos últimos tempos.
A política migratória rigorosa dos EUA se torna ainda mais controversa com a proximidade do início da Copa do Mundo. Um dos casos que ganhou destaque foi o do árbitro somali Omar Artan, que teve sua entrada negada ao desembarcar em Miami, na Flórida, no último sábado. Artan, que foi eleito o melhor árbitro da Confederação Africana no ano anterior, estava programado para ser o primeiro representante de seu país a atuar em um Mundial.
A negativa da entrada de Artan foi recebida com forte comoção em sua terra natal, Mogadíscio, onde ele foi celebrado ao retornar. O episódio destaca as dificuldades que a rígida política migratória dos EUA impõe não apenas aos atletas, mas também à gestão do evento pela Fifa, que já declarou não intervir nos processos de imigração do país anfitrião, incluindo a concessão de vistos.
Além do caso de Omar Artan, outros atletas também enfrentaram complicações administrativas ao chegarem aos Estados Unidos. O jornal britânico The Guardian reportou que o atacante da seleção do Iraque, Aymen Husein, ficou retido por quase sete horas no aeroporto de Chicago no mesmo dia. Esses incidentes ressaltam os desafios enfrentados por atletas e equipes em um contexto de crescente vigilância e controle migratório.




