A recente vitória de Abelardo de la Espriella na Colômbia, juntamente com o favoritismo de Keiko Fujimori no Peru, sinaliza uma transformação política na América do Sul. Em junho de 2026, o cenário do subcontinente se inverte, refletindo uma predominância de governos conservadores que priorizam a segurança e a economia, em contraste com a situação observada em 2023.
No início de 2023, a esquerda dominava a região com a liderança de oito presidentes. Entretanto, após as eleições recentes, a balança se inclinou: atualmente, há sete governos de direita, incluindo Argentina, Paraguai, Equador, Bolívia, Chile, Colômbia e Peru, contra cinco governos de esquerda, que são Brasil, Venezuela, Guiana, Suriname e Uruguai.
Entre as figuras que estão à frente desta guinada política, destacam-se Abelardo de la Espriella, recém-eleito na Colômbia, e Keiko Fujimori, que lidera as apurações no Peru. Eles se juntam a outros líderes conservadores, como o argentino Javier Milei, o equatoriano Daniel Noboa, o boliviano Rodrigo Paz e o chileno José Antonio Kast, formando um novo bloco conservador na América do Sul.
Especialistas indicam que o eleitorado atual está menos preocupado com ideologias tradicionais e mais focado em resultados concretos. O aumento da violência, o alto custo de vida e a insatisfação com a falta de cumprimento de promessas por parte de governos de esquerda anteriores têm levado a população a buscar por 'ordem e previsibilidade'.
A segurança se destaca como a principal preocupação. Em países como Equador e Peru, candidatos têm explorado o temor relacionado ao crime organizado e à instabilidade política. O discurso de 'linha-dura' contra a criminalidade ressoa de forma intensa entre as comunidades que enfrentam crises de violência e impunidade.
Adicionalmente, a presença de Donald Trump na Casa Branca tem atuado como um fator impulsionador. Para os mercados e elites econômicas da região, a perspectiva de governos sul-americanos alinhados a Washington traz uma sensação de segurança, favorecendo investimentos e estabilidade econômica, e promovendo o crescimento de pautas liberais e conservadoras.




