A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) publicou novas normas referentes ao transporte de carregadores portáteis em voos, com o intuito de aumentar a segurança nas aeronaves. As diretrizes, divulgadas no Diário Oficial da União nesta sexta-feira (24), estabelecem que cada passageiro pode levar até dois powerbanks, com uma capacidade máxima de 100 watt-hora (Wh). Para dispositivos com capacidade entre 100 Wh e 160 Wh, é necessária autorização prévia da companhia aérea, enquanto equipamentos que ultrapassam esse limite não podem ser transportados.
Além das restrições de capacidade, a norma reforça a obrigatoriedade de que os carregadores sejam transportados exclusivamente na bagagem de mão. A Anac também proíbe a recarga desses dispositivos dentro da cabine, orientando os passageiros a não utilizá-los para carregar celulares ou outros eletrônicos durante o voo. Outro ponto importante é que os equipamentos devem ter proteção contra curto-circuito, com terminais isolados ou armazenados em suas embalagens originais, a fim de evitar falhas que possam levar a aquecimento excessivo.
Essas atualizações nas regras seguem as diretrizes da Oaci (Organização da Aviação Civil Internacional) e têm como objetivo a redução dos riscos associados às baterias de lítio, que, em casos de defeito ou mau uso, podem causar incêndios a bordo. A Anac recomenda que os passageiros consultem as companhias aéreas antes de embarcar, uma vez que as empresas podem implementar regras ainda mais rigorosas, dependendo da avaliação de risco operacional.
Casos recentes de incidentes envolvendo carregadores portáteis motivaram a revisão das normas. Em janeiro, um carregador explodiu em um voo da Latam que partia de São Paulo (SP) em direção a Brasília (DF), forçando o piloto a desviar a rota e pousar em Ribeirão Preto (SP). Em agosto de 2025, um outro incidente ocorreu com um equipamento que pegou fogo em uma aeronave durante o trajeto entre São Paulo e Amsterdã, exigindo a intervenção da tripulação para controlar o princípio de incêndio.
A Anac destaca que a atualização da instrução suplementar também inclui modificações nos procedimentos sobre o transporte de artigos considerados perigosos. As novas regras visam fornecer orientações claras para os passageiros e recomendações para que as companhias aéreas ajustem seus protocolos internos de segurança.




