O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta segunda-feira (8) que a luta contra o Irã e o Hezbollah permanece ativa, mesmo após a suspensão temporária de ataques. Ele alertou que, caso seus adversários cometam o erro de atacar novamente o território israelense, a resposta será contundente. Esta declaração marca a primeira manifestação pública de Netanyahu desde o início das hostilidades com o regime iraniano.
Em um pronunciamento em vídeo, Netanyahu esclareceu que, no momento, não há previsão para a continuidade dos bombardeios, uma vez que a resposta de Israel aos mísseis iranianos disparados na noite de domingo conseguiu impedir novos ataques. "Nas últimas 24 horas, o Irã e o Hezbollah tentaram nos impor uma nova equação. E essa equação é intolerável e inaceitável para mim", declarou o primeiro-ministro, referindo-se à ameaça iraniana de retaliar a um ataque israelense em Beirute, que ocorreu no domingo.
O premiê enfatizou que os adversários pensaram que poderiam disparar mísseis contra Israel a partir do território libanês e iraniano sem enfrentar uma reação. "Isso não aconteceu e não acontecerá. Não enquanto eu estiver no comando!", afirmou Netanyahu. Ele fez essa afirmação um dia após as forças iranianas terem rompido o cessar-fogo estabelecido em abril.
Uma fonte militar de Israel informou que o exército se prepara para um confronto prolongado com o Irã, após o regime ter lançado pelo menos seis mísseis balísticos contra as bases de Nevatim e Tel Nof. Os ataques foram interceptados pelo sistema de defesa aérea israelense, não resultando em vítimas, ao contrário dos dois mísseis lançados contra Israel pelos houthis do Iêmen, aliados do Irã, um dos quais não chegou a atingir o território israelense.
Netanyahu reiterou seu compromisso em impedir que o Irã desenvolva armas nucleares e destacou a intenção de eliminar o Hezbollah. Em seu discurso, o primeiro-ministro lembrou que, apesar do fortalecimento de Israel em relação ao Irã e ao Hezbollah, a luta contra esses adversários ainda não chegou ao fim.
As declarações de Netanyahu ocorrem em um contexto de tensão nas relações com o presidente dos EUA, Donald Trump. O primeiro-ministro indicou que comunicou essa posição a Trump, que tem pressionado Israel a reduzir as tensões com os adversários, visando preservar as negociações em andamento entre Washington e Irã sobre um possível acordo para encerrar a guerra.




