A Prefeitura de Dourados deu início a um grande mutirão de limpeza na Reserva Indígena, com o objetivo de enfrentar a epidemia de chikungunya. A ação, que começou na segunda-feira, 20 de abril, já resultou na remoção de 20 toneladas de lixo em poucos dias. Esta iniciativa visa eliminar potenciais criadouros do mosquito Aedes aegypti, que também é transmissor de dengue e zika, e faz parte de uma força-tarefa que conta com a participação da Defesa Civil, Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur), Secretaria Municipal de Saúde (Sems), Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), além do Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) e da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai).
Os trabalhos são coordenados pelo Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), instituído pela Prefeitura de Dourados para gerenciar o enfrentamento à chikungunya tanto na Reserva Indígena quanto na área urbana da cidade. Essa mobilização está alinhada ao Plano de Ação de Incidente para o Enfrentamento da Chikungunya. As primeiras etapas do mutirão foram realizadas na Reserva Indígena e no Jardim Colibri, e a partir de quarta-feira, 22 de abril, as atividades foram expandidas para a Aldeia Bororó, com atuação simultânea também na Aldeia Jaguapiru e na Comunidade Santa Felicidade.
As equipes envolvidas no mutirão contam com o suporte de maquinários e caminhões, realizando trabalho porta a porta e focando na limpeza de áreas críticas, como as margens do anel viário. O objetivo é garantir a destinação adequada dos resíduos coletados, que são levados para os aterros sanitários do município. O secretário-adjunto de Serviços Urbanos, Ângelo Augusto Gomes, ressaltou que a mobilização é uma diretriz do prefeito Marçal Filho, que visa atacar a raiz do problema, eliminando os pontos que podem se tornar criadouros para o mosquito.
Gomes afirmou que as equipes estão intensificando as ações, indo de casa em casa e solicitando que os moradores coloquem para fora objetos que precisam ser descartados. A Prefeitura também contratou emergencialmente as empresas Litucera e Financial para agilizar o processo de remoção de resíduos. As atividades do mutirão estão programadas para durar pelo menos 15 dias, com uma logística reforçada e a possibilidade de expansão para outros bairros da área urbana, como o Jardim Colibri.
Desde o dia 9 de março, Dourados já recolheu mais de 1.100 toneladas de lixo, e a expectativa é manter esse ritmo nos próximos dias. As estratégias para o Enfrentamento da Chikungunya são definidas diariamente pelo COE, que foi criado pelo prefeito Marçal Filho. Até o momento, o município registrou 6.411 notificações da doença, com 2.204 casos confirmados, 4.959 prováveis, 1.462 descartados e 2.755 em investigação, além de oito óbitos confirmados, sendo sete na Reserva Indígena. A população é alertada sobre a importância de colaborar na eliminação de lixo e objetos que possam acumular água, prevenindo a proliferação do mosquito Aedes aegypti.




