Uma mulher de 55 anos, diagnosticada com câncer no intestino, está sem acompanhamento médico e aguarda uma cirurgia urgente em Campo Grande. O atendimento foi suspenso após o término do vínculo do marido com o plano de saúde da Cassems. A família tenta manter a cobertura por mais um mês para finalizar o tratamento, mas não obteve sucesso.
Na sexta-feira (17), o marido, que é professor de 68 anos, relatou que perdeu as aulas na rede estadual ao longo de 2025, o que resultou na perda do direito ao plano. Embora tenha conseguido manter o atendimento por seis meses ao pagar como SE ainda fosse servidor, esse prazo terminou em 31 de março deste ano. Antes do vencimento, ele solicitou uma prorrogação, explicando que a esposa estava na fase final do tratamento e precisava urgentemente da cirurgia.
A paciente já passou por quimioterapia e radioterapia, utiliza bolsa de colostomia e requer avaliação médica para prosseguir com o procedimento cirúrgico. O professor afirmou que a situação SE arrasta, e a esposa está sem medicamentos e sem acompanhamento médico. Ele mencionou que exames recentes foram enviados ao especialista, que indicou a urgência da cirurgia.
Sem a prorrogação, a operadora sugeriu a migração para um plano individual, cujo valor é mais elevado, ultrapassando mil reais. Sem condições financeiras para arcar com esse custo, ele expressou seu desejo de pagar apenas mais um mês da cobertura anterior. A família também tentou atendimento pelo SUS, mas enfrenta demoras para a inclusão no sistema, o que agrava a situação da paciente.
O caso foi encaminhado à ouvidoria da operadora, mas, de acordo com o professor, não houve flexibilidade nas respostas. A Cassems informou que cumpriu as normas legais ao oferecer a manutenção da beneficiária por seis meses após o fim do vínculo e que a migração para um plano individual foi proposta com isenção de carências. Sem aceitação dessa alternativa, a operadora alegou não ter previsão legal para oferecer cobertura gratuita.
A reportagem também buscou informações sobre o fluxo de atendimento emergencial pelo SUS junto à Prefeitura de Campo Grande, mas ainda não obteve retorno oficial.




