A administração do presidente Donald Trump anunciou novas diretrizes que impactam diretamente a concessão do Green Card, o documento que permite a um estrangeiro residir e trabalhar legalmente nos EUA de forma permanente. As orientações estabelecem que os funcionários de imigração devem restringir o ajuste de status para imigrantes temporários, o que poderá levar muitos solicitantes a realizarem o processo de residência permanente em consulados americanos localizados em seus países de origem.
A mudança gerou surpresa entre aqueles que buscam o Green Card. No entanto, a advogada especialista em imigração Ingrid Domingues-McConville, com 31 anos de experiência na área e fundadora do escritório Domingues McConville, esclarece que a medida não modifica a legislação em vigor. O memorando, publicado em 21 de maio de 2026, serve como uma instrução interna do Serviço de Cidadania e Imigração dos EUA (USCIS) para seus oficiais.
É importante destacar que a legislação americana não garante a mudança de status migratório dentro do território dos EUA como um direito absoluto, mas sim como um benefício que permite aos solicitantes obter a residência permanente sem passar pelo processo regular em seu país de origem. Domingues-McConville enfatiza que a lei permanece inalterada, e o ajuste de status é regulamentado pela Seção 245 do Immigration and Nationality Act (INA), aprovado pelo Congresso, e apenas este pode revogá-la.
Um dos aspectos principais da nova diretriz é a orientação para que os funcionários realizem uma análise mais detalhada de cada caso apresentado, a fim de avaliar se há justificativa para a concessão do Green Card. A jurista observa que a discricionariedade dos oficiais consulares já existia antes dessa nova recomendação, sendo que todo pedido de ajuste de status (formulário I-485) sempre dependia da aprovação discricionária do oficial responsável.
Além das novas diretrizes que tornam o processo de obtenção do Green Card mais rigoroso, o governo dos EUA também congelou temporariamente a concessão de vistos para imigrantes de 75 países, incluindo o Brasil. Essa decisão foi justificada pelo governo americano com a alegação de que cidadãos desses países




