O novo Líder Supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, manifestou apoio à "coesão sem precedentes" do país em resposta à recente campanha militar conjunta dos Estados Unidos e de Israel. Em uma declaração escrita, Khamenei apelou por "esforços ainda maiores para preservar a unidade" da população iraniana. Ele afirmou que a verdadeira força do povo iraniano foi evidenciada tanto para amigos quanto para inimigos, em um contexto de crescente tensão no Oriente Médio.
Desde que assumiu o cargo em março, após a morte de seu pai e antecessor, Ali Khamenei, em ataques aéreos, Mojtaba Khamenei não tem se apresentado em público, comunicando-se apenas por meio de memorandos. Sua mensagem mais recente foi divulgada pela agência de notícias semioficial Fars nesta quinta-feira (28). Khamenei enfatizou a resiliência do Irã diante da ofensiva militar, sublinhando a importância da "solidariedade nacional" e alertando contra "disputas políticas sem sentido".
O líder também abordou a necessidade de "reconstrução", uma vez que o país sofreu danos significativos em sua infraestrutura, com bombardeios que afetaram hospitais, escolas e patrimônios históricos. Os ataques, que resultaram em uma fragmentação da liderança iraniana, criaram um vácuo de poder no governo. Em sua declaração, Khamenei pediu aos legisladores que agilizassem a legislação e a fiscalização, a fim de estabelecer bases sólidas para o futuro do Irã.
Além disso, as negociações indiretas entre Teerã e Washington, destinadas a acabar com as hostilidades, permanecem estagnadas, uma vez que as principais demandas de ambos os lados não foram atendidas. O novo Líder Supremo, que ficou ferido nos ataques aéreos de 28 de fevereiro, gerou especulações sobre sua condição de saúde, uma vez que seu isolamento aumenta as incertezas sobre a sua liderança.
Em resposta aos ataques, o Irã lançou diversas ações retaliatórias na região e efetivamente fechou o Estreito de Ormuz, uma rota crucial para o tráfego de petróleo, onde cerca de 20% do petróleo mundial é transportado. As hostilidades começaram após o governo de Donald Trump ter realizado a maior operação militar no Oriente Médio desde a invasão do Iraque em 2003, levantando preocupações sobre uma possível escalada da violência na região.
As tensões também foram exacerbadas por protestos em massa no Irã, que ocorreram no mês anterior ao início da guerra, impulsionados por descontentamento econômico e aumento dos custos de vida. A situação atual continua a gerar incertezas sobre o futuro político do país e as relações com os EUA e Israel.




