A Prefeitura de Dourados realizou na quarta-feira (23) uma vistoria em 1.560 imóveis com o objetivo de identificar focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da Chikungunya, Dengue e Zica Vírus. Durante a operação, foram encontrados 123 imóveis fechados, levando as equipes do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) a notificar os proprietários, que devem providenciar a limpeza e garantir o acesso dos agentes de combate às endemias.
As ações fazem parte das estratégias definidas em reuniões diárias do Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), criado pelo prefeito para enfrentar a Chikungunya. No total, 79 agentes de combate às endemias participaram dos trabalhos, que resultaram na identificação de 11 focos do mosquito transmissor da doença e na emissão de 42 notificações. Além disso, foram realizados tratamentos químicos em 41 depósitos que apresentavam potencial para abrigar focos do Aedes aegypti.
Márcio Figueiredo, secretário municipal de Saúde e coordenador-geral do COE, destacou a gravidade da situação, enfatizando que, apesar dos esforços, muitas pessoas ainda não estão colaborando. Segundo ele, foram localizados diversos pontos de água parada e acúmulo de lixo, evidenciando a falta de prevenção nas residências.
As vistorias desta quarta-feira foram concentradas em vários bairros, incluindo Esplanada, Água Boa, Jardim São Pedro, Vila Adelina e Parque das Nações, entre outros. O trabalho de pulverização de larvicida também foi realizado em 224 quarteirões de áreas como João Paulo II e Jardim Água Boa, visando eliminar focos do mosquito transmissor.
Na Reserva Indígena, as equipes de saúde coordenadas pelo Distrito Sanitário Indígena (Dsei) atenderam um número significativo de pacientes. Na Aldeia Bororó, a Equipe 1 registrou 51 atendimentos, dos quais 20 eram de pacientes com sintomas de Chikungunya. Foram realizadas 15 coletas para exame PCR, e nenhuma remoção hospitalar foi necessária.
A Equipe 2 da Bororó também prestou atendimento a 26 pacientes, incluindo 9 gestantes e 3 com sintomas da doença. No total, foram necessárias 7 remoções para o Hospital Indígena Porta da Esperança e outras para o Hospital Universitário HU/UFGD.




